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O "NARCISO NEGRO DE 1997" SERÁ A REEDIÇÃO DA NENÊ DE VILA MATILDE PARA O PRÓXIMO CARNAVAL

O "NARCISO NEGRO DE 1997" SERÁ A REEDIÇÃO DA NENÊ DE VILA MATILDE PARA O PRÓXIMO CARNAVAL

Data de Publicação: 8 de abril de 2021 11:00:00

 

Ao longo de seus 72 anos glórias, nossa escola tem em seus fundamentos a essência extremamente preta, significativa e se

coloca como principal propagadora de toda ancestralidade de um povo que herdou de sua herança, a vaidade da sua cor.

Além disso, abro o discurso em que a Escola de Samba tem por obrigação manter viva em seus ideais, toda sua origem. A Nenê de Vila Matilde que sempre foi essa referência, acompanha as movimentações sociais e históricas, as lutas e as mazelas do povo Preto.

A Nenê com suas ações sociais, seus enredos e carnavais, jogam luzes para este assunto, que trará o nosso resgate, com

temas de cunho ancestral, racial e cultural.

Em tempos em que a liberdade e a igualdade racial, se veem tão ameaçadas, resistir é um ato político e nos faz pensar a frente.

O preconceito está inserido em tudo, vivemos numa sociedade estruturada e fundamentado no racismo e no

extermínio do povo preto, portanto, é preciso entender que não há vitimismo na luta, e que militar diariamente é sem dúvida o

caminho que nosso povo deve seguir.

Pensando nisso, no auto reconhecimento, que voltamos a um princípio básico que se explica ao reparar o que o AGUERÉ de Oxóssi

quer dizer: "Dois passos para trás para avançar um passo para frente", e é com este pensando que anunciamos

para o próximo Carnaval, uma nobre reedição, um reencontro com as raízes mais profundas de nossa história, no intuito de

nos refazer, nos reconstruir, e o NARCISO NEGRO, uma obra singular, capaz de tocar corações e acenar a bandeira branca da paz, paz consigo mesma, com o carnaval e com as vitórias tão distantes, mais sempre presente no coração e na alma do Matildense.

Aos que habituaram a vencer, NARCISO NEGRO foi um grande sucesso do carnaval de 1997 e será sem dúvidas, a

representatividade que precisamos para alçar voo neste momento. A genialidade idealizada pelo artista, carnavalesco e preto Tito Arantes (In Memória) trará em sua composição a poesia vista, ilustrada e cantada de forma tão sublime, retratada pelas mãos do atual e ilustríssimo carnavalesco, Fábio Gouvea, artista, negro, Matildense do sangue azul, com fervor nos olhos, batizado no encantamento da vitória, para trazer de volta, o grito de campeã.

"Sou negro, sou arte

O estandarte do carnaval

Sou baluarte da cultura nacional

Verdadeiro quilombo urbano a Vila precisa deste encontro,

precisa deste amor e orgulho. É tempo de luz, de fortalecimento de toda uma história.

Se o Negro é amor, seremos então capaz"...

Att. Direção de Carnaval e harmonia

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